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O Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Terra Roxa tem registrado uma alta procura de pacientes para casos que poderiam ser resolvidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A informação foi dada pelo cardiologista e diretor clínico do PAM, Dr. Jeferson Zanovelli Nalevaiko, em entrevista ao repórter Tiago Centena.
Segundo ele, a busca inadequada pelo pronto atendimento sobrecarrega o serviço e pode atrasar o cuidado de quem realmente está em situação de emergência.
“Resfriados, dores crônicas e avaliações de exames não são casos de pronto atendimento. Esses devem ser tratados nas UBS. O PAM deve ser procurado em situações como suspeita de infarto, dor no peito, sintomas de AVC, cortes ou traumas”, explicou o médico.
Critérios de urgência
Dr. Jeferson destacou que os atendimentos seguem critérios de prioridade, semelhantes ao protocolo de Manchester, utilizado em diversos países. Casos de risco de vida (classificados como vermelhos) são atendidos imediatamente, enquanto situações leves ou de rotina, como renovação de receitas, não fazem parte da atuação do PAM.
Saúde do coração: pressão alta e infarto
Especialista em cardiologia, o diretor clínico ressaltou que a hipertensão é a doença crônica mais prevalente no mundo e que, muitas vezes, é silenciosa.
“Metade das pessoas que têm hipertensão não sabem que têm, e entre os que sabem, muitos não tratam corretamente. Hoje, pressões acima de 12 por 8 já são consideradas sinal de alerta”, pontuou.
O médico ainda reforçou que sintomas como dor no peito em aperto, queimação, irradiação para o braço ou mandíbula e cansaço repentino devem ser levados a sério. “No infarto, cada minuto conta. Quanto mais rápido o atendimento, menor a chance de sequelas graves”, disse.
Ansiedade ou problema cardíaco?
Outro ponto abordado foi a semelhança entre crises de ansiedade e sintomas de infarto ou AVC. Segundo ele, em casos de dúvida, o ideal é sempre procurar atendimento médico.
“Uma crise de ansiedade pode imitar sinais de ataque cardíaco, mas só um profissional poderá diferenciar com segurança. Nunca é perda de tempo procurar ajuda nesses casos”, orientou.
Automedicação e hábitos de risco
O médico também alertou contra o uso de chás, calmantes ou medicamentos sem prescrição para controlar a pressão arterial. “A hipertensão exige tratamento contínuo. Tomar remédio apenas quando a pressão sobe mascara o problema e aumenta o risco de infarto e AVC”, afirmou.
Entre os fatores que contribuem para doenças cardiovasculares, o Dr. Jeferson destacou sedentarismo, excesso de sal, obesidade, consumo frequente de álcool, café em excesso e refrigerantes.
“Não existe nível seguro de bebida alcoólica para a pressão. O ideal é evitar o consumo diário. Já o café, em excesso, acelera o coração e pode piorar quadros de arritmia”, completou.
Orientações finais
Por fim, o diretor clínico reforçou a importância de a população buscar atendimento no local adequado e manter hábitos saudáveis para prevenir complicações.
“O PAM está de portas abertas para urgências e emergências. Para os demais casos, as UBS são a porta de entrada do sistema de saúde. E em relação ao coração, prevenção sempre será o melhor caminho.”
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Portal T7
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