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Quinta-feira, 04 de Dezembro 2025

Cidades

Áudio - Médica da UBS Parque Verde alerta para prevenção, sinais de risco e importância do diagnóstico precoce

A recomendação é que todas as pessoas acima de 45 anos façam um exame de glicemia pelo menos uma vez.

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Áudio - Médica da UBS Parque Verde alerta para prevenção, sinais de risco e importância do diagnóstico precoce
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No Dia Mundial do Diabetes, comemorado nesta sexta-feira (14), a médica da Estratégia Saúde da Família da UBS Parque Verde, em Terra Roxa, Gisela Pieniak, destacou a importância da informação, do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo para evitar complicações da doença, que é silenciosa e afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Durante entrevista, a médica explicou que o diabetes ocorre quando o nível de açúcar no sangue fica elevado. Isso pode acontecer porque o corpo não produz insulina, que funciona como uma “chave” que permite a entrada do açúcar nas células, ou porque não utiliza essa insulina de forma adequada. Quando isso acontece, o açúcar permanece circulando no sangue, causando danos progressivos ao organismo. 

Tipos de diabetes

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Segundo Gisela, há diferentes formas da doença:

  • Diabetes tipo 1: geralmente surge na infância ou adolescência. Nesses casos, o corpo não produz insulina.
  • Diabetes tipo 2: é o mais comum, com forte relação genética e associação à obesidade e ao sedentarismo. Costuma aparecer na idade adulta.
  • Diabetes gestacional: ocorre durante a gravidez devido às mudanças hormonais e fisiológicas do corpo da mãe.
  • Pré-diabetes: fase de risco em que o nível de glicose está alterado, mas ainda não caracteriza diabetes. “É uma oportunidade de reverter e evitar que a doença se desenvolva”, destacou a médica.

 Quem deve fazer o rastreamento?

A recomendação é que todas as pessoas acima de 45 anos façam um exame de glicemia pelo menos uma vez. Caso o resultado seja normal, o intervalo pode ser de até três anos. Porém, pacientes com fatores de risco devem antecipar o rastreio:

  • histórico familiar;
  • sobrepeso ou obesidade;
  • pressão alta;
  • colesterol elevado;
  • mulheres que tiveram diabetes gestacional.

“É importante procurar o médico da unidade de saúde para avaliar cada caso e definir quando iniciar e repetir os exames”, reforçou.

 Sinais de alerta

Mesmo sendo uma doença silenciosa, alguns sintomas podem indicar descontrole glicêmico ou início da doença:

  • sede excessiva;
  • urinar muitas vezes ao dia;
  • perda de peso sem explicação;
  • infecções frequentes (urina e pele);
  • visão embaçada.

Gisela lembra, porém, que a maioria dos pacientes não sente nada, e é justamente por isso que o acompanhamento é fundamental. “O fato de não sentir sintomas não significa que o diabetes não está causando danos. As complicações continuam evoluindo.”

 Complicações e riscos

Quando não controlado, o diabetes pode causar:

  • infarto e AVC;
  • problemas renais;
  • perda da visão;
  • feridas que não cicatrizam, podendo evoluir para amputações;
  • dormência e formigamento por lesões nos nervos.

 Tratamento e cuidados diários

O tratamento envolve medicamentos, entre eles a metformina, mas a médica reforça que hábitos saudáveis são essenciais:

  • evitar alimentos ultraprocessados, refrigerantes, açúcar e farinha branca;
  • dar preferência a alimentos integrais;
  • praticar atividade física.
    “Até 10 minutos por dia já fazem diferença”, explicou.

 Mitos mais comuns

A médica destacou ainda alguns equívocos que chegam com frequência às unidades de saúde:

  • “Diabetes vem só do açúcar.”
    Falso. A doença tem múltiplas causas, incluindo genética, estilo de vida e alterações metabólicas.
  • “Se eu não sinto nada, está tudo bem.”
    Errado. O diabetes pode estar avançando sem nenhum sintoma aparente.

 Acompanhamento é essencial

Para quem já tem diabetes, o acompanhamento deve ser feito a cada seis meses. Para quem ainda não tem diagnóstico, o ideal é manter o rastreamento regular conforme a orientação médica.

“Cuidar da saúde hoje é evitar complicações graves no futuro. O paciente deve manter o vínculo com a UBS e realizar os exames necessários”, concluiu a médica Gisela Pieniak.

 

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 | Tiago Centena
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