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A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, impulsionada principalmente pelos setores de petróleo, combustíveis, soja e cobre, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Esse desempenho representa mais do que o dobro do resultado obtido no mesmo período de 2025. O avanço foi puxado pelo crescimento de 12,9% nas exportações.
Principais números
• Superávit: US$ 7,74 bilhões (+146,4% ante setembro de 2025);
• Exportações: US$ 34,42 bilhões (+12,9%);
• Importações: US$ 26,68 bilhões (-2,4%);
• Corrente de comércio: US$ 61,09 bilhões (+8%).
A corrente de comércio alcançou US$ 61,09 bilhões. Trata-se do maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica.
Exportações em alta
O avanço das vendas externas teve liderança da indústria extrativa. Na sequência, aparecem a indústria de transformação e o agronegócio.
Exportações por setor:
• Indústria extrativa: US$ 9,44 bilhões (+39,8%);
• Indústria de transformação: US$ 17,67 bilhões (+5,3%);
• Agropecuária: US$ 7 bilhões (+4,8%).
Destaques por produtos
Na indústria extrativa, destacaram-se o petróleo bruto e o minério de cobre. Na transformação, os maiores ganhos vieram dos farelos de soja e dos combustíveis.
No caso do petróleo, o conflito no Oriente Médio elevou os preços médios em 24,7%, impulsionando o faturamento externo.
Destinos das vendas
As exportações cresceram para a maioria dos parceiros comerciais do Brasil. As vendas para a Europa subiram 51,9%, enquanto para a América do Norte a alta foi de 30,6%.
Exportações por região:
• Europa: US$ 8,3 bilhões (+51,9%)
• América do Norte: US$ 5,2 bilhões (+30,6%)
• América do Sul: US$ 4,2 bilhões (estável)
• Ásia: US$ 17,4 bilhões (-2,5%)
Projeções para 2026
Mesmo com o bom desempenho, o Mdic revisou para baixo a projeção de superávit para o ano, passando de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.
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