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O Consórcio Intermunicipal Multifinalitário Vale do Piquiri (CIMPAV) realizou, nesta quarta-feira (19), em sua sede, a 3ª Assembleia Ordinária de 2025. O encontro reuniu prefeitos e representantes dos 12 municípios integrantes do colegiado e foi conduzido pelo presidente do consórcio e prefeito de Maripá, Rodrigo Schanoski. A reunião debateu pautas estruturantes que devem redefinir políticas públicas regionais, especialmente nas áreas de sustentabilidade, desenvolvimento territorial e gestão compartilhada de serviços.
De acordo com Schanoski, a assembleia teve como foco a atualização do estatuto, marco considerado essencial para a expansão do consórcio.
“Temos questões que precisam ser ajustadas no nosso estatuto para que possamos avançar cada vez mais no desenvolvimento territorial da região, sempre voltado à nossa sustentabilidade. O consórcio tem crescido e precisa se fortalecer administrativamente para acompanhar essa evolução”, explicou.
Entre as discussões, o CIMPAV apresentou o avanço do processo de compras compartilhadas entre os municípios. A iniciativa tem como objetivo centralizar licitações, gerar economia aos cofres públicos e agilizar processos.
“O consórcio está tramitando processos licitatórios para registro de ata. Isso vai permitir maior eficiência nas compras públicas e também auxiliar o Governo do Estado, que tem investido muito na nossa região. O CIMPAV atua de forma pioneira na microrregião do Vale do Piquiri”, destacou Schanoski.
Usina de Resíduos em Palotina será referência nacional
Criado com o objetivo principal de implantar uma usina regional de destinação de resíduos sólidos, o CIMPAV está em fase avançada de investimento e planejamento técnico. A estrutura será instalada em Palotina, no local do atual aterro sanitário, e transformará o lixo dos municípios consorciados em energia.
A construção deve ser custeada com R$ 26 milhões da Itaipu Binacional, além de contrapartida do Governo do Estado.
“Será um marco para a sustentabilidade regional. Transformar lixo em energia dá destino adequado ao resíduo, reduz impactos ambientais e ainda gera retorno para os municípios. Isso representa inovação, economia e compromisso ambiental”, afirmou Schanoski.
Outra frente é o correto tratamento do Resíduo da Construção Civil (RCC), considerado um grande passivo ambiental da região. O consórcio já articula ações com suporte jurídico.
“Temos total amparo do Ministério Público, que entende a urgência do problema e apoia o consórcio nessa responsabilidade ambiental. Agradecemos esse suporte crucial para nossa evolução”, disse o presidente.
O CIMPAV também trabalha na ampliação do SISB e do SUSAF, sistemas que permitem que produtos de origem animal e agroindustrial familiar sejam comercializados em todo o Estado após certificação conjunta, gerando oportunidades a pequenas indústrias e produtores rurais.
Ao final, Schanoski reforçou que o consórcio tem papel decisivo na transformação regional.
“O intuito é trabalhar de forma colaborativa, para que todos os municípios tenham benefícios mútuos. O consórcio não é um projeto individual de um prefeito ou de uma cidade, mas uma ferramenta coletiva de desenvolvimento sustentável, econômico e social.”
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Portal T7
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