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O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a Emenda Constitucional 140/26, que estabelece novas regras para a aposentadoria especial destinada aos agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE).
A medida tem origem na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/21, aprovada pela Câmara dos Deputados em 2025 e validada pelo Senado Federal neste ano.
Pelas novas normas, as categorias poderão se aposentar aos 57 anos (mulheres) e aos 60 anos (homens), exigindo 25 anos de contribuição e de atividade efetiva.
A alteração afeta tanto vínculos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) quanto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Reconhecimento profissional
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, afirmou que a iniciativa representa uma resposta estatal a um longo período de insegurança jurídica para a categoria.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enfatizou a importância desses trabalhadores no combate a doenças e ressaltou o equilíbrio previdenciário.
Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como justa e pontuou que o ato atende a uma reivindicação popular direta.
Na mesma solenidade, também ocorreu a promulgação da Emenda Constitucional 141/26, que acaba com a escala de trabalho 6x1.
Regras de transição
O texto traz diretrizes de transição para quem já atua na função até a data de promulgação, exigindo 25 anos de atividade com idades progressivas conforme o ano.
O impacto financeiro estimado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento é de R$ 3 bilhões anuais aos cofres públicos federais.
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