A educação brasileira mantém patamares inferiores aos de nações desenvolvidas, mas a distância diminuiu nas últimas duas décadas. A conclusão consta no mais recente levantamento do Desempenho escolar, divulgado nesta terça-feira (8) pela OCDE. O programa avalia jovens de 15 anos em leitura, matemática e ciências.

Os índices de 2025 permaneceram estáveis comparados a 2022. O Brasil marcou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Em contrapartida, a média dos 23 países da OCDE atingiu marcas superiores, evidenciando um atraso considerável, sobretudo na área de exatas.

Apesar disso, a disparidade caiu de forma consistente entre 2006 e 2025. A lacuna em leitura encolheu 44 pontos. Já em matemática e ciências, a redução foi de 39 e 36 pontos, respetivamente, demonstrando um avanço gradual do sistema educacional nacional ao longo dos anos.

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O estudo examinou 760 mil alunos globalmente. No território nacional, participaram mais de 30 mil estudantes, predominantemente matriculados em redes estaduais urbanas. O foco desta edição recaiu sobre ciências, disciplina onde o país registrou sua maior melhora pontual recente.

Recuperação pós-pandemia e ferramentas digitais

O Brasil demonstrou uma recuperação consistente após a crise sanitária, superando os patamares pré-pandemia em ciências. O exame também introduziu a dimensão de resolução de problemas por meio de ferramentas computacionais, na qual o país obteve 406 pontos.

Restrição de celulares nas salas de aula

O questionário contextual revelou que 81% dos alunos frequentam instituições com restrições ao uso de celulares. O índice supera a média dos países da OCDE, refletindo novas diretrizes legislativas voltadas para combater distrações digitais.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC