O estudante brasiliense Daniel Vidal, de 13 anos, deficiente visual por uma condição genética rara, encontrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, em Brasília, para parabenizá-lo pelo seu aniversário e defender a expansão da acessibilidade e das políticas públicas no país.

Durante o rápido encontro do lado de fora do Palácio, o adolescente expressou admiração ao chefe do Executivo, mas não teve tempo de relatar seu grande objetivo pessoal. Daniel revelou que deseja ser presidente da República e gostaria de incentivar a participação política entre os jovens de todas as idades.

Diagnosticado aos dois meses com Amaurose Congênita de Leber, condição que lhe deixa com menos de 5% da visão, Daniel sempre foi incentivado pelos pais a ter uma rotina ativa. Acompanhado pelo pai, o bancário Fernando Moura, ele não hesitou em faltar ao treino de futebol para participar da homenagem ao presidente.

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Propostas de inclusão social

Se tivesse mais tempo de conversa com Lula, o garoto sugeriria a criação de um ministério exclusivo para as pessoas com deficiência. Atualmente, a pauta é gerida pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, estrutura vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Morador da Asa Sul, em Brasília, o jovem aponta que a infraestrutura urbana atual ainda é bastante precária. Daniel cita dificuldades cotidianas causadas por pisos irregulares, calçadas danificadas, falta de rampas, ausência de elevadores nos edifícios e limitações no transporte público.

Consciência política e estudos

Para acompanhar as aulas escolares, o estudante utiliza um teclado eletrônico em braille conectado ao computador e defende que o governo garanta equipamentos semelhantes para todos os alunos que necessitam de recursos adaptados.

A mãe do garoto, a servidora pública Raquel Vidal, conta que o hábito de ler para o filho desde bebê alimentou seu interesse por história, geopolítica e economia. Com forte consciência social, o menino celebra que o Brasil tenha saído do Mapa da Fome e destaca a redução das taxas de desemprego.

Além disso, a família debate constantemente o combate a preconceitos como o capacitismo, o racismo e a homofobia. Daniel reforça que o engajamento juvenil é fundamental para o desenvolvimento nacional e ressalta que a sociedade precisa cobrar o cumprimento de metas para que o Brasil se torne um país desenvolvido.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC