Em audiência pública na Comissão Externa da Câmara dos Deputados, mães e advogados de crianças desaparecidas de três estados denunciaram, na última quarta-feira (21), graves falhas nas investigações estaduais e cobraram a atuação direta da Polícia Federal para resolver os casos.

Durante o encontro focado na prevenção da violência infantojuvenil, os familiares relataram o desespero provocado pelo paradeiro incerto dos filhos. Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, sumidos em Bacabal (MA), destacou que o inquérito segue sem conclusão após nove meses do ocorrido em uma área quilombola.

A advogada da família, Nathaly Moraes, levantou a hipótese de tráfico humano e criticou a conduta das autoridades locais. Segundo a defensora, a culpabilização recorrente das mães atrasa as buscas, tornando indispensável a federalização em episódios dessa natureza.

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Falhas em apurações no Rio de Janeiro e no Pará

No caso de Edson Davi, desaparecido na Praia da Barra da Tijuca (RJ) aos seis anos, a mãe Marize Araújo contestou a tese oficial de afogamento. Ela denunciou que as câmeras da região estavam desligadas e exigiu uma apuração rigorosa sobre um possível sequestro por quadrilha especializada.

Já em relação a José Arthur, sumido em Eldorado do Carajás (PA), a mãe Geycyara Souza Gonçalves cobrou respostas efetivas. O advogado do caso, Elisson Araújo, sugeriu a coleta de biometria facial de recém-nascidos para evitar fraudes em documentos e defendeu o compartilhamento ágil de dados entre os órgãos de segurança pública.

Em resposta aos apelos, o coordenador da comissão, deputado Fernando Rodolfo (PRD-PE), prometeu apresentar um projeto de lei para permitir a atuação imediata e sem burocracia da Polícia Federal nesses casos.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC