Uma mulher de nacionalidade paraguaia procurou socorro na manhã desta segunda-feira (12 de outubro), em Palotina, após denunciar que estaria sendo mantida em cárcere privado e obrigada a se prostituir em uma casa de shows do município. Três pessoas foram detidas pela Polícia Militar suspeitas de envolvimento no caso.

Por volta das 8h, a vítima chegou a uma residência completamente molhada pela chuva, descalça, chorando e bastante assustada, pedindo ajuda ao morador. Segundo o relato apresentado aos policiais, ela teria sido atraída do Paraguai para o Brasil com a promessa de trabalhar como diarista. No entanto, ao chegar ao destino, teria sido impedida de sair do estabelecimento e obrigada a exercer atividades sexuais mediante ameaças.

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Polícia realizou buscas no estabelecimento

A Polícia Militar foi acionada por volta das 8h30 e, após ouvir a vítima, deslocou-se até o endereço indicado. Como ninguém atendeu aos chamados e havia suspeita de crime em andamento, os policiais realizaram a entrada tática no imóvel.

Durante as buscas, foram encontradas cinco pessoas, incluindo duas mulheres paraguaias que, conforme as informações repassadas pela vítima, não teriam participação nos crimes denunciados.

Outra mulher foi apontada como suspeita de ter aliciado a vítima no Paraguai, utilizando uma falsa promessa de emprego. Um homem e uma mulher, identificados como responsáveis pelo estabelecimento, também foram acusados de mantê-la no local contra sua vontade, mediante ameaças, e de obrigá-la à prostituição.

Os três suspeitos foram detidos e encaminhados à unidade policial para os procedimentos cabíveis.

Estabelecimento já havia sido citado em denúncias

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima possuía um aparelho celular, mas não tinha acesso à internet, créditos ou linha telefônica que possibilitassem pedir ajuda.

A Polícia Militar informou ainda que o estabelecimento já havia sido mencionado em denúncias anônimas anteriores, com relatos de mulheres que teriam fugido do local. As informações levantadas apontavam suspeitas de cárcere privado e exploração sexual.

Após os procedimentos iniciais, os envolvidos foram encaminhados ao Hospital Municipal para a realização de exames de lesões corporais e, posteriormente, apresentados à Delegacia da Polícia Civil de Palotina.

A vítima foi transportada separadamente dos suspeitos, para evitar qualquer contato entre eles.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da denúncia e a eventual responsabilidade criminal dos envolvidos. As acusações ainda dependem da investigação e da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.

FONTE/CRÉDITOS: Portal TSete com PMPR