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A história de Nossa Senhora Aparecida remonta ao ano de 1717, nas águas do Rio Paraíba do Sul, em São Paulo. Durante uma pescaria sem sucesso, três homens encontraram uma imagem de barro da Virgem Maria. O achado mudou os rumos da comunidade local e iniciou uma trajetória de profunda devoção em todo o território nacional.
Após a retirada da estatueta da água, os pescadores relataram diversos milagres atribuídos à intercessão da santa. A fama se espalhou rapidamente pelo país.
Mais de dois séculos depois, em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto oficial que proclamou a santa como a padroeira oficial da nação brasileira.
A cerimônia solene ocorreu em 1931, no Rio de Janeiro, reunindo cerca de 1 milhão de pessoas. Na ocasião, as bandeiras do Brasil e do Vaticano integraram o manto da imagem sagrada.
Em 1980, a visita do papa João Paulo II motivou a criação do feriado nacional de 12 de outubro. Hoje, cerca de 10 milhões de peregrinos visitam o Santuário Nacional anualmente.
Para dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito de Limeira (SP) e membro da CNBB, a solenidade transcende as fronteiras do país e atua como um farol espiritual.
Em carta recente, o religioso destacou que o encontro da estatueta nas águas representou a manifestação da solicitude de Maria pelos pequenos e marginalizados.
O bispo avalia que a devoção possui um significado profético para toda a América Latina, marcada por desigualdades sociais e por uma forte piedade popular.
A pequena imagem de barro negro reflete a mensagem de que Deus prefere manifestar sua grandeza por meio da simplicidade e da fragilidade humana.
Por fim, a liderança católica reforça que a figura da santa inspira comunidades a superarem desafios sociais e espirituais com união, fé e esperança no Evangelho.
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