A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2452/26, que torna obrigatória uma classificação indicativa detalhada para desenhos animados e animações digitais. A proposta, que visa proteger o desenvolvimento infantil, abrangerá produções transmitidas na televisão, cinema, redes sociais e plataformas de streaming.

De autoria do deputado Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO), a medida pretende extinguir o selo genérico "Livre para todos os públicos" nessas produções. Segundo o parlamentar, o objetivo principal é orientar os pais e responsáveis sobre o conteúdo consumido, sem aplicar qualquer tipo de censura ou restrição de acesso às obras.

Regras específicas por faixa etária

O texto estabelece diretrizes rigorosas para a primeira infância. Para bebês com menos de 2 anos, não haverá classificação recomendada, mas as exibições deverão exibir alertas sobre os riscos do uso de telas na primeira infância, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Para crianças de 2 a 4 anos, as animações devem ter finalidade educativa, ritmo narrativo lento e estímulos sensoriais moderados. Na faixa de 4 a 6 anos, conflitos leves serão permitidos, desde que resolvidos de forma pacífica e cooperativa.

Até os 6 anos, ficam proibidas cenas de violência física, perigo iminente, sequestro, morte, bullying ou conotação sexual. Recursos visuais e sonoros excessivos, como cortes de cena inferiores a três segundos e flashes intensos, também serão vetados.

Controle parental e punições

As plataformas de streaming e serviços de vídeo sob demanda serão obrigadas a fornecer ferramentas gratuitas de controle parental. Além disso, os algoritmos de recomendação não poderão sugerir conteúdos com classificação superior à idade cadastrada no perfil da criança.

As empresas e produtoras que descumprirem as normas estarão sujeitas a sanções administrativas e multas revertidas ao Fundo Nacional da Criança e do Adolescente. O prazo de adaptação após a publicação da lei será de 180 dias.

O projeto tramita em caráter conclusivo e passará pelas comissões de Comunicação, Previdência, Finanças e CCJ, antes de seguir para votação no Senado.

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FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC