A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 3007/26, que promete dar mais autonomia aos prefeitos e transformar a gestão de áreas públicas no Brasil. De autoria do deputado José Medeiros (PL-MT), a proposta autoriza os municípios a vender, permutar ou alterar a destinação de terrenos institucionais e praças originados de loteamentos urbanos, visando otimizar o uso do espaço de acordo com as demandas locais reais.

A medida altera diretamente a Lei de Parcelamento do Solo Urbano. Atualmente, a legislação federal impõe severas restrições para modificar a finalidade de espaços doados pelas loteadoras ao poder público, o que costuma engessar o planejamento das cidades e manter terrenos comunitários subutilizados.

Requisitos rigorosos para a mudança

Para realizar qualquer alteração, as prefeituras precisarão cumprir exigências rígidas. Será obrigatório comprovar o interesse público e demonstrar a compatibilidade da nova destinação com o plano diretor municipal. Além disso, o projeto exige a realização de estudos técnicos, avaliações do patrimônio e a promoção de audiências ou consultas públicas para garantir a participação direta da sociedade.

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O texto proíbe expressamente que as mudanças provoquem uma redução no total de áreas verdes e de uso comum essenciais na cidade. Adicionalmente, o novo uso do lote deve priorizar obrigatoriamente o interesse da coletividade, vedando qualquer tipo de destinação para fins privados que não ofereça uma contrapartida social clara.

Segundo o deputado José Medeiros, a rigidez da legislação atual prejudica a administração pública local. Ele argumenta que os municípios frequentemente acumulam terrenos vazios em locais sem demanda, enquanto enfrentam escassez de espaço em regiões periféricas que necessitam urgentemente de novos hospitais, escolas e creches.

Medeiros ressalta que o projeto não retira direitos dos cidadãos, mas corrige distorções históricas. Segundo o parlamentar, a proposta não enfraquece o interesse público, mas o fortalece ao dar flexibilidade para que a prefeitura utilize as terras onde a população mais precisa.

Tramitação no Congresso

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Urbano, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovada pelas comissões da Câmara e, posteriormente, pelo Senado Federal, a medida seguirá para sanção para se tornar lei.

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FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC