O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou neste domingo (25) que a liminar que prorrogou o horário de eleições gerou desafios operacionais. A equipe técnica precisou adotar medidas excepcionais para contornar os problemas e retomar a totalização dos votos após as 19h.

O magistrado explicou que recebeu o pedido de extensão próximo às 15h30. Ele consultou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, prefeituras e equipes técnicas do TSE. Segundo ele, não havia norma prévia que autorizasse tal prorrogação de forma automática.

Para evitar impactos tecnológicos, a Justiça Eleitoral bloqueou temporariamente o recebimento dos boletins de urna. A contenção impediu o acesso antecipado aos resultados, gerando incertezas sobre a capacidade de armazenamento de dados em âmbito nacional.

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Apesar do cenário complexo, o presidente do TSE destacou que a ordem judicial foi cumprida integralmente. A apuração seguiu sem comprometer a lisura do processo democrático após a liberação dos pacotes de dados.

A prorrogação havia sido determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, devido a falhas no transporte público. A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou ampliação por causa de chuvas.

O pleito resultou na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva com mais de 64 milhões de votos. Nunes Marques telefonou para os candidatos para cumprimentá-los pelo desempenho e pela participação na disputa presidencial.

O comparecimento às urnas alcançou mais de 128 milhões de eleitores, com uma abstenção de 19,21%. Além disso, apenas 0,31% das urnas eletrônicas precisaram ser substituídas durante todo o dia de votação.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC