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A decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prorrogação da votação até as 19h gerou expectativa, mas terminou em frustração para diversos eleitores. Pessoas que tentaram aproveitar o horário estendido acabaram encontrando portões fechados e urnas já lacradas em diferentes cidades.
O imbróglio ocorreu porque muitos mesários só souberam da medida após o encerramento oficial das atividades. Cerca de uma hora depois da determinação judicial, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a extensão valeria apenas para locais onde a votação ainda não havia sido encerrada.
No Rio de Janeiro, na zona sul da capital, eleitores atrasados chegaram após as 17h e receberam apenas uma Declaração de Comparecimento sem Voto. A contadora Manuela Tunas, vinda do Uruguai, criticou a assimetria na aplicação da regra entre diferentes seções.
Falta de alinhamento e falhas de comunicação
Em Brasília, mesários relataram que as informações demoraram a chegar. Na Escola Classe 108, em Samambaia Sul, os trabalhos seguiram o cronograma normal e as urnas foram fechadas pontualmente às 17h, antes que qualquer aviso sobre a mudança chegasse à equipe responsável.
Situação semelhante ocorreu em São Paulo e Campinas. Onde os locais permaneceram abertos até as 19h, o movimento foi considerado extremamente baixo. Para quem tentou votar de última hora, a falta de padronização resultou em portas fechadas e forte sentimento de injustiça.
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