O ministro André Mendonça, integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu neste domingo (11) a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva de impulsionar publicações que afirmam ser o candidato Flávio Bolsonaro contrário ao fim da jornada de trabalho conhecida como escala 6x1.

A ordem judicial atendeu a uma solicitação apresentada pela defesa de Flávio. A medida ocorreu após o Partido dos Trabalhadores veicular conteúdos no Facebook sustentando que o adversário faria oposição direta à proposta de alteração na jornada.

A discussão ganha força no Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, agendou para a próxima quarta-feira (14) a apreciação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue o modelo de seis dias de labor por um de descanso.

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Em declarações recentes, Flávio argumentou apoiar um modelo alternativo que proporcione maior flexibilidade na escolha da carga horária por meio de negociações coletivas entre patrões e empregados.

A legislação eleitoral brasileira autoriza o uso de impulsionamento pago na internet. No entanto, o magistrado avaliou que a ferramenta foi utilizada indevidamente para propaganda negativa.

Para o ministro, as peças publicitárias tiveram o propósito claro de desqualificar o concorrente político, associando sua imagem a termos pejorativos e à rejeição de medidas populares.

Diante da determinação, a campanha governista fica proibida de realizar novas contratações para a veiculação desses materiais específicos.

A empresa Meta, responsável pela gestão do Facebook, recebeu notificação para suspender permanentemente os conteúdos e detalhar os valores financeiros investidos nas postagens.

Em outra frente no mesmo dia, a presidência do tribunal também barrou a veiculação de um vídeo televisivo que associava o grupo político do PL a investigações e escândalos recentes.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC