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A estagnação ou reduções nos valores de beneficios sociais e previdenciários podem provocar uma forte desaceleração na economia de municípios do interior brasileiro. A advertência consta em um levantamento divulgado pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo.
De acordo com o estudo, repasses como aposentadorias, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada sustentam o orçamento das famílias mais vulneráveis dessas localidades.
Como o montante recebido é aplicado logo em gêneros de primeira necessidade, o capital movimenta o comércio da região, sustenta postos de trabalho e garante a arrecadação pública local, explica a co-diretora do Made-USP, Luiza Nassif.
O relatório aponta que, dos 5.569 municípios do país, cerca de 4 mil estão fora de grandes centros metropolitanos. Nesses locais, a dependência dessas transferências financeiras é ainda mais marcante.
Impactos futuros e projeções
As simulações do Made indicam que a ausência de ganhos reais nos auxílios poderia reduzir a renda agregada do interior em até 10,8%. O reflexo disso seria uma retração em cadeia que afetaria inclusive moradores que não recebem auxílio estatal.
Estados das regiões Norte e Nordeste figuram entre os mais vulneráveis a esse cenário de perdas econômicas acentuadas.
Efeitos diretos na pobreza
Além da economia, o levantamento reforça que os programas sociais evitam o avanço da miséria. Sem reajustes adequados, milhões de pessoas poderiam cair em situação de extrema vulnerabilidade social nas cidades do interior do país nos próximos anos.
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