Um dos piores tipos de político é aquele que, durante uma campanha, luta fervorosamente a favor de um candidato, principalmente a prefeito, defende suas ideias com convicção, mas, ao ver esse candidato derrotado, simplesmente vira as costas – não apenas para ele, mas também para todo o partido e grupo que o apoiou. Esse comportamento oportunista não é apenas uma questão de lealdade política; ele revela uma fragilidade de caráter que deveria preocupar qualquer cidadão.

 

A famosa frase de Charles Chaplin – “Não se mede o valor de um homem ou uma mulher pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem ou uma mulher é o seu caráter, suas ideias e a nobreza dos seus ideais” – deveria estar emoldurada em algumas câmaras de vereadores. Se fosse levada a sério, poderia servir como um lembrete constante para aqueles que esquecem o compromisso com seu grupo assim que os ventos da política mudam de direção.

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Infelizmente, vivemos uma era onde poucos podem discursar de cabeça erguida, sustentando suas palavras com um histórico de coerência e integridade. O que vemos com frequência são figuras públicas que, ao perceberem que não obterão vantagens, abandonam aliados, traem seus compromissos e buscam novos caminhos que atendam apenas aos seus interesses pessoais.

 

E se uma pessoa é capaz de trair um grupo, um partido, ou até mesmo amigos que confiaram nela, o que poderá fazer com a população? Se hoje ignora aqueles que estavam ao seu lado, amanhã não terá dificuldades em ignorar os anseios do povo.

 

A política precisa ser baseada na lealdade a princípios, não em conveniências. Mais do que nunca, os eleitores devem estar atentos, questionar, cobrar coerência e lembrar que quem trai sua base uma vez, dificilmente será fiel ao compromisso com a sociedade. 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7