O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná deflagrou na manhã desta segunda-feira (15) a Operação Panóptico, considerada uma das maiores ações integradas de combate ao crime organizado realizadas no estado nos últimos anos.

Ao todo, foram cumpridos 304 mandados de prisão e 255 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A operação tem como alvo uma organização criminosa de abrangência nacional que, segundo as investigações, mantém atividades ilícitas coordenadas a partir de unidades prisionais.

A ação mobilizou cerca de mil agentes de segurança pública, distribuídos em 204 equipes, envolvendo integrantes do Gaeco, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica.

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Parte significativa das ordens judiciais foi executada dentro de presídios. Dos 304 mandados de prisão, 176 foram cumpridos contra investigados que já estavam encarcerados. Já entre os mandados de busca, 92 tiveram como alvo estabelecimentos penais.

As investigações que deram origem à operação vêm sendo desenvolvidas desde o final de 2025 pelos dez núcleos regionais do Gaeco no Paraná. Conforme o Ministério Público, o objetivo é responsabilizar integrantes da facção criminosa, interromper a continuidade das atividades ilícitas e reunir novas provas para o esclarecimento de outros crimes relacionados à organização.

No Paraná, os mandados foram cumpridos em 34 municípios, incluindo Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava, Paranavaí, Umuarama, Francisco Beltrão, Guaíra e São José dos Pinhais. Também houve diligências em Joinville (SC), Naviraí (MS), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

De acordo com o Ministério Público, a operação integra as ações do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne os Gaecos de todo o país em estratégias conjuntas de enfrentamento ao crime organizado.

O nome da operação, Panóptico, faz referência ao conceito de vigilância permanente popularizado pelo filósofo e sociólogo francês Michel Foucault na obra Vigiar e Punir. Segundo o Ministério Público, a escolha simboliza a capacidade de monitoramento e investigação contínua das organizações criminosas por parte das forças de segurança.

As investigações seguem em andamento e o material apreendido durante a operação será analisado para subsidiar novas etapas da apuração.

FONTE/CRÉDITOS: TAROBÁ NEWS