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Uma paralisação dos bancários com duração de 24 horas afeta agências públicas e privadas em todo o Brasil nesta quinta-feira (20). A mobilização nacional, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), cobra propostas salariais dos bancos após a ausência de índice de reajuste nas negociações recentes.
Além do reajuste com ganho real, a categoria reivindica a valorização dos pisos salariais, reajustes nos vales refeição e alimentação e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). As demandas do setor incluem ainda a criação de um piso específico para os profissionais de tecnologia da informação (TI).
Lucros do setor e contrapropostas
Segundo a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro, a medida é essencial para pressionar as instituições financeiras. A liderança destacou que a categoria foi responsável por construir o lucro de R$ 171 bilhões registrado pelos bancos em 2025.
Dados divulgados pela Contraf indicam que o patrimônio líquido do setor bancário alcançou R$ 1,2 trilhão em 2025, com um lucro anual por empregado estimado em R$ 438 mil. A entidade ressalta que a fatia de PLR distribuída caiu de até 14% em 1995 para uma média de apenas 5,9% no cenário atual.
Diante da falta de propostas por parte dos banqueiros até o momento, uma nova rodada de negociação entre as partes está agendada para a próxima segunda-feira (24). A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foi procurada para comentar o movimento, mas ainda não se pronunciou.
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