O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da campanha eleitoral do candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo).

A decisão liminar foi emitida na noite de sábado (19). Por conta disso, todos os atos de propaganda devem ser paralisados até que o plenário tome uma decisão definitiva sobre o caso.

Com a medida, ficam imediatamente interrompidas as aparições do candidato no horário eleitoral gratuito de rádio e TV, além do acesso aos recursos do fundo eleitoral.

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A candidatura é alvo de contestações judiciais movidas por adversários que disputam a mesma vaga ao Senado e questionam a elegibilidade de Deltan.

Antes de ingressar na vida pública, ele atuou como procurador da República e liderou a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Histórico de cassações

Em 2023, o político já havia tido o mandato de deputado federal cassado pela mesma Corte eleitoral. A acusação apontava que ele deixou o cargo para escapar da Lei da Ficha Limpa.

O ex-procurador pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) quando acumulava procedimentos disciplinares e já respondia a penalidades administrativas.

A legislação brasileira estabelece que membros do Ministério Público que renunciam com processos disciplinares pendentes tornam-se inelegíveis por oito anos.

Apesar disso, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE) havia deferido o registro de candidatura na semana anterior, por margem apertada de votos.

Defesa

Após a nova determinação, parlamentares ligados ao PT recorreram ao tribunal superior. Nas redes sociais, Deltan criticou a medida e prometeu recorrer da decisão.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC