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O Ministério da Fazenda liberou, nesta sexta-feira (14), operações de crédito garantidas pela União que somam R$ 12,9 bilhões para São Paulo, Piauí, Maranhão, Pernambuco e Rondônia. A medida visa destravar investimentos regionais em infraestrutura e transporte, mas os estados precisam assinar os acordos até 7 de setembro por conta do calendário eleitoral.
Durante coletiva de imprensa, o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, detalhou a destinação dos recursos pelos governos estaduais:
Distribuição dos recursos por estado
São Paulo: O estado captou R$ 5,4 bilhões no Banco do Brasil para obras de mobilidade urbana. Os recursos financiam as linhas de metrô e trem, incluindo a expansão da Linha 6-Laranja, extensão da Linha 5-Lilás e melhorias em outras cinco linhas, além da rodovia Tamoios.
Piauí: Com R$ 4,9 bilhões via Banco do Brasil, o governo piauiense investirá em rodovias, urbanização, recursos hídricos, transformação digital e suporte a estatais e agricultura.
Maranhão: Obteve R$ 1,3 bilhão junto ao Banco do Brasil direcionados à malha rodoviária.
Pernambuco: R$ 985 milhões contratados na Caixa Econômica Federal reforçarão o desenvolvimento sustentável com foco em saneamento e infraestrutura hídrica.
Rondônia: R$ 323 milhões tomados com o Bradesco bancarão obras rodoviárias, iluminação pública e espaços esportivos e urbanos.
Pressão e autonomia técnica
A aprovação ocorreu poucas horas após o governo paulista acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo garantias federais. No entanto, Dario Durigan negou qualquer influência da ação judicial no cronograma da pasta.
O ministro ressaltou que o rito interno seguiu os trâmites normais e reforçou que nenhuma pressão externa interfere nas decisões do Ministério da Fazenda.
Aposta na cooperação federativa
Durigan destacou que a concessão de aval do Tesouro Nacional estimula o crescimento nacional ao viabilizar projetos locais. Desde 2023, a União já avalizou cerca de R$ 270 bilhões em financiamentos estaduais e municipais.
Segundo o órgão, novas solicitações de crédito de outros governos locais continuam sob análise e serão anunciadas em lotes futuros.
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