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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em colaboração com o Ministério da Saúde, deu início na última semana à coleta de dados para a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026). Este levantamento fundamental busca aprofundar o conhecimento sobre as condições de saúde da população brasileira, seus hábitos de vida e o acesso aos serviços de saúde, com visitas a aproximadamente 140 mil domicílios em todos os estados até 30 de novembro.
A PNS é um levantamento por amostragem. Até o dia 30 de novembro, cerca de 1,8 mil entrevistadores do IBGE visitarão aproximadamente 140 mil domicílios, distribuídos por todos os estados brasileiros, para coletar essas informações essenciais.
O objetivo principal do levantamento domiciliar é coletar dados abrangentes sobre as condições de saúde da população, incluindo hábitos de vida, acesso e utilização de serviços de saúde. Serão investigadas também a ocorrência de doenças crônicas e os diversos fatores associados à qualidade de vida dos cidadãos.
Os dados coletados pela PNS 2026 são cruciais para o acompanhamento e avaliação de políticas públicas de saúde. Eles subsidiam o planejamento de ações do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecem a saúde privada e permitem o monitoramento de metas nacionais e internacionais relacionadas ao bem-estar da população.
"Os resultados obtidos nos permitirão um conhecimento mais aprofundado da realidade do país", afirmou o IBGE em nota. "Eles apoiam estudos e pesquisas, além de subsidiar ações focadas na promoção da saúde e na redução das desigualdades sociais."
Coleta de biomarcadores: exames de sangue e urina
O Instituto ressalta uma novidade nesta edição de 2026: a inclusão da coleta de biomarcadores. Este procedimento, que envolve exames gratuitos de sangue e urina, será realizado entre os meses de julho e outubro.
Uma amostra selecionada, composta por 15 mil a 20 mil moradores com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, será convidada para a coleta domiciliar. Os participantes voluntários receberão gratuitamente os resultados dos exames realizados posteriormente.
Os exames programados abrangem uma série de indicadores importantes, como hemograma, lipidograma (para taxas de colesterol) e hemoglobina glicada. Este último mede a glicose média no sangue dos últimos três meses, auxiliando no diagnóstico de pré-diabetes e diabetes.
Serão verificados também creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para Chikungunya e a potencial presença de metais pesados no organismo, como chumbo e mercúrio.
A análise detalhada dos resultados dessas amostras possibilitará a produção de indicadores valiosos. Eles estarão relacionados a doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal e à exposição a contaminantes ambientais, entre outras condições de saúde.
O questionário da Pesquisa Nacional de Saúde
Durante as visitas, o entrevistador do IBGE aplica um questionário abrangente. Ele contém perguntas gerais sobre as características do domicílio, as condições de saúde dos moradores e os diversos fatores que influenciam a qualidade de vida dessas pessoas.
Os temas investigados incluem doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e colesterol alto, além de aspectos da saúde da mulher e da população idosa. Também são abordados saúde bucal e mental, atividade física e hábitos alimentares.
A pesquisa explora ainda tabagismo, consumo de álcool, ocorrência de acidentes e violência, e doenças transmissíveis, como dengue e Chikungunya. Questões sobre pessoas com deficiência, cobertura por plano de saúde e o uso de serviços de saúde completam o levantamento.
Posteriormente, um morador com 15 anos ou mais será selecionado aleatoriamente em cada domicílio para responder a um questionário individual. Como parte essencial da coleta, os participantes escolhidos para a entrevista individual terão sua pressão arterial, peso e altura aferidos.
O propósito desta etapa é aprimorar a qualidade das informações geradas pela pesquisa. Além disso, busca-se monitorar indicadores cruciais de risco à saúde, como a hipertensão arterial e o excesso de peso corporal.
É importante ressaltar que todas as informações fornecidas ao IBGE são tratadas com total confidencialidade.
A importância da participação da população
O IBGE enfatiza que a colaboração dos moradores nos domicílios selecionados é crucial. Essa participação garante que os resultados da pesquisa representem de forma precisa as reais condições de saúde da população brasileira.
Por essa razão, o IBGE orienta que, caso um pesquisador identifique-se em sua porta, o morador colabore e responda aos questionamentos propostos.
Para a execução da Pesquisa Nacional de Saúde 2026, os servidores do IBGE em campo receberam um treinamento nacional específico. Este incluiu atividades focadas na aplicação dos questionários, nos procedimentos de antropometria (medição física do corpo) e na aferição da pressão arterial.
Todos os 1,8 mil entrevistadores do IBGE estão devidamente identificados. Eles portam crachá, uniforme institucional e um dispositivo eletrônico para a coleta segura das informações.
Para verificar a identidade dos servidores ou obter mais informações sobre a pesquisa, a população pode acessar o site Respondendo ao IBGE. Outra opção é ligar gratuitamente para o telefone 0800 721 8181, com atendimento de segunda-feira a sábado, das 8h às 21h30, no horário de Brasília.
A terceira edição da PNS e sua relevância
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) teve sua primeira edição em 2013 e a segunda em 2019. A atual, que está em andamento, marca a terceira vez que o levantamento é realizado.
Com esta nova pesquisa, será possível comparar indicadores entre as três edições. Isso permitirá um acompanhamento detalhado das mudanças no perfil de saúde da população brasileira ao longo do tempo.
A metodologia do levantamento garante que cada domicílio selecionado por amostragem represente um conjunto maior de residências com características similares. Assim, os resultados finais refletirão com precisão a realidade da população brasileira.
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