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Na próxima segunda-feira (21), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgará o dissídio coletivo que visa encerrar a greve dos Correios, deflagrada em todo o país há mais de uma semana por funcionários que contestam alterações no plano de saúde e reivindicam melhorias salariais.
O principal ponto de discórdia entre a categoria e a estatal reside na transição do modelo do plano CorreiosSaúde. A empresa pretende alterar sua condição de mantenedora para patrocinadora do benefício. Os trabalhadores alegam que a medida aumentará abusivamente as mensalidades de funcionários da ativa, aposentados e dependentes.
Além da disputa assistencial, os sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 0,87% apresentada pela direção da empresa. A categoria aponta que o índice fica muito abaixo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e exige ganho real de salário.
Os grevistas também reivindicam a manutenção de direitos históricos. Entre as demandas estão o retorno do adicional de 70% sobre as férias, o pagamento de 200% para expedientes em repousos ou feriados, e a preservação de gratificações específicas para motoristas e funções de quebra de caixa.
Determinação judicial e contingenciamento
Diante da paralisação, o ministro Vieira de Mello Filho, vice-presidente do TST, determinou que os sindicatos garantam o funcionamento de pelo menos 80% do efetivo em cada unidade operacional. A decisão levou em conta o caráter essencial dos serviços postais e a proximidade do período eleitoral.
Por outro lado, a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) criticou a postura da gestão. Segundo a entidade, a empresa tem priorizado anúncios de novos uniformes e procedimentos operacionais em vez de focar na resolução do impasse sobre o plano de saúde.
Em contrapartida, a direção dos Correios declarou que tem adotado medidas de contingência para mitigar os impactos da paralisação parcial. A estatal informou que remanejou funcionários administrativos para a área operacional e organizou mutirões para garantir as entregas em todo o território nacional.
Para os clientes afetados, a recomendação é acompanhar o rastreamento de encomendas pelo site oficial ou aplicativo. Dúvidas específicas podem ser sanadas pelos canais de atendimento telefônico nos números 4003-8210 e 0800-881-8210, ou diretamente no portal www.correios.com.br.
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