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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, rebateu nesta sexta-feira (18) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou organizações criminosas brasileiras como terroristas. A declaração ocorreu durante um evento oficial no Rio de Janeiro que reuniu a cúpula da segurança pública.
Lula defendeu a necessidade de retomar territórios ocupados por traficantes no estado. Para o presidente, o país tem total capacidade de enfrentar o crime sem a necessidade de intervenções externas.
“Nós precisamos ganhar do crime organizado. Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump”, afirmou durante o evento.
Petróleo e terras raras
O chefe do Executivo brasileiro também criticou Trump ao afirmar que o país precisa reforçar a vigilância na margem equatorial e no pré-sal. Segundo ele, o interesse norte-americano envolve minerais críticos e petróleo.
“Nós temos que tomar conta porque o Trump está aí. O Trump está aí atrás de minerais críticos, atrás de petróleo, atrás de terra rara”, declarou o presidente.
Convênios e integração
Durante a cerimônia, foram apresentados acordos entre os governos federal, estadual e municipal. As frentes envolvem proteção de corredores logísticos, reocupação territorial e capacitação da Força Municipal.
Lula destacou que o Rio de Janeiro funciona como um laboratório para políticas de segurança integradas. O objetivo é expandir os resultados positivos para todo o território nacional nos próximos anos.
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