O Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Terra Roxa, segue como principal porta de entrada para casos de urgência e emergência no município, com atendimento 24 horas voltado a situações de maior gravidade. Dados do terceiro quadrimestre de 2025 (setembro a dezembro) revelam alto volume de atendimentos, além de desafios operacionais e investimentos significativos na estrutura.

No período analisado, o PAM realizou 12.114 consultas médicas, mantendo média superior a 100 atendimentos diários na maior parte do tempo. Além disso, foram executados 37.503 procedimentos, entre curativos, vacinas e intervenções médicas e de enfermagem.

O relatório aponta ainda 364 internamentos formais (com permanência superior a 24 horas) e 855 pacientes-dia em observação. Casos de saúde mental também exigem atenção especial: pacientes em crise psiquiátrica que oferecem risco permanecem sob observação médica até a disponibilidade de leito em hospital especializado.

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O PAM adota sistema de classificação de risco semelhante ao Protocolo de Manchester. Casos gravíssimos, atendidos na chamada “Sala Vermelha” como infartos e acidentes, têm prioridade imediata. Com isso, pacientes com menor gravidade podem aguardar por até quatro horas.

A gestão alerta para o uso inadequado do pronto atendimento em situações de rotina ou para solicitação de atestados médicos, o que sobrecarrega a equipe. A orientação é que casos não urgentes sejam direcionados às Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Outro ponto destacado é o custo operacional: um exame realizado no PAM pode custar entre R$ 38,00 e R$ 45,00 ao município, enquanto o mesmo procedimento via UBS ou consórcio de saúde gira em torno de R$ 5,00, em razão dos contratos de plantão e da necessidade de resposta imediata.

Quando há necessidade de atendimento de alta complexidade, o PAM organiza a remoção dos pacientes. A frota municipal realizou 323 transferências no período, sendo 187 para Toledo, 58 para Cascavel e 62 para Guaíra.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestou apoio em 132 casos de maior gravidade. Também foram registradas seis transferências por helicóptero, possibilitando que pacientes chegassem a Cascavel em cerca de 20 minutos para realização de cirurgias urgentes.

Entre os desafios apontados está a estrutura física atual. Setores administrativos, como agendamento e transporte, funcionam anexos ao PAM, o que causa tumulto no ambiente de emergência. A prefeitura planeja transferir esses serviços para um espaço próprio, desvinculando-os do pronto atendimento.

Também estão sendo implementados Protocolos Operacionais Padrão (POPs) para padronizar fluxos internos e garantir maior controle das informações dos pacientes.

 

Investimento superior a R$ 5 milhões

No terceiro quadrimestre de 2025, os gastos liquidados com o PAM somaram R$ 5.056.519,10. Desse total, R$ 659.430,76 foram destinados ao pagamento de médicos e R$ 252.238,20 a exames laboratoriais com funcionamento 24 horas.

Os números reforçam que o pronto atendimento é um dos setores que mais demandam recursos dentro da pasta da saúde municipal, refletindo a complexidade e a importância do serviço para a população de Terra Roxa.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7