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O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho deste ano, pressionado por uma espécie de ressacada Copa do Mundo. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com esse desempenho, o acumulado do setor no período de 12 meses desacelerou para alta de 1,6%. Já a média móvel trimestral apontou variação negativa de 0,1%.
Os dados integram a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Apesar da retração recente, o setor permanece 10,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19.
Comportamento das atividades
Das oito áreas pesquisadas, cinco registraram quedas expressivas. O grupo de móveis e eletrodomésticos despencou 4,9%, enquanto livros e papelaria caíram 4,2%.
Também houve retração em tecidos e calçados (-2,7%), artigos pessoais (-2,2%) e supermercados (-0,2%). Em contrapartida, farmácias (0,6%), informática (0,6%) e combustíveis (0,3%) avançaram.
Segundo o analista Cristiano Santos, o recuo ocorreu porque itens ligados ao torneio esportivo tiveram vendas antecipadas para os meses anteriores.
Comércio varejista ampliado
No setor ampliado, que engloba veículos e materiais de construção, houve alta de 0,4% de junho para julho, acumulando 1,2% em 12 meses.
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