A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (30) o registro do novo medicamento para tratar esquistossomose em crianças na faixa etária de 3 meses a 6 anos. A decisão, que visa combater infecções causadas pelos parasitas Schistosoma mansoni e Schistosoma haematobium, foi oficializada por meio de resolução no Diário Oficial da União.

O órgão regulador ressaltou que a enfermidade representa um grave problema de saúde pública, especialmente em zonas tropicais e subtropicais. Áreas da África, Ásia, Caribe e América do Sul sofrem frequentemente com a incidência da doença.

Impacto das doenças negligenciadas

Segundo a Anvisa, a esquistossomose integra o grupo de doenças tropicais negligenciadas. Essas condições costumam atingir populações de baixa renda e podem evoluir de quadros assintomáticos para complicações clínicas severas caso não sejam tratadas adequadamente.

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Mecanismo de ação do fármaco

O tratamento atua diretamente no organismo do parasita. Ao ser ingerido, o arpraziquantel é absorvido pelos vermes presentes nos vasos sanguíneos, provocando espasmos musculares e paralisia. Esse processo impede que o parasita se fixe nas veias do paciente.

Além disso, o medicamento compromete o tegumento, que funciona como uma barreira de proteção do verme contra o sistema imunológico humano. Com a integridade dessa camada rompida, o organismo do paciente torna-se capaz de eliminar os parasitas com maior eficiência.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC