Na última quarta-feira (2), a Comissão Mista do Congresso Nacional aprovou o texto da medida provisória que zera a polêmica taxa das blusinhas para compras internacionais de até US$ 50. A decisão visa equilibrar a tributação entre consumidores de diferentes faixas de renda, e a proposta agora segue para votação urgente nos plenários da Câmara e do Senado.

O texto aprovado é a MP 1.357 de 2026, editada pelo Poder Executivo. Os parlamentares correm contra o tempo, pois a medida provisória perde a validade na próxima terça-feira (8). A expectativa de governistas é que a votação final ocorra ainda nesta semana nas duas Casas do Legislativo.

A relatora da matéria, senadora Leila Barros (PDT-DF), defendeu a isenção tributária comparando-a com o limite de US$ 1 mil concedido a viajantes que retornam do exterior. Para ela, tributar as remessas postais mais baratas penaliza as famílias de menor poder aquisitivo, enquanto mantém benefícios para as classes mais ricas.

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Além da isenção para compras de até US$ 50, a senadora incluiu alterações importantes no texto original. Uma delas zera a alíquota de importação para medicamentos sem similares produzidos no Brasil. Outro ponto reduz de 60% para 30% o imposto sobre remessas postais internacionais de até US$ 3 mil.

Novas regras de monitoramento econômico

Para acalmar o setor produtivo nacional, que aponta concorrência desleal das plataformas estrangeiras, o Ministério da Fazenda fará avaliações periódicas dos impactos econômicos. O primeiro relatório deve ser entregue em novembro deste ano, seguido de análises semestrais sobre emprego, renda e arrecadação.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a proposta, argumentando que a falta de isonomia prejudica a indústria e os trabalhadores brasileiros frente aos competidores chineses. Setores como o de vestuário, calçados e brinquedos acompanharão de perto os relatórios da Fazenda, que também passarão por crivo anual do Congresso.

Combate a fraudes e fiscalização rígida

O parecer aprovado estabelece novas obrigações para as plataformas de e-commerce e operadores logísticos. As empresas de comércio eletrônico precisarão garantir a rastreabilidade dos vendedores e cooperar ativamente com a Receita Federal para monitorar remessas suspeitas.

O descumprimento das normas de fiscalização sujeitará as companhias a sanções severas. As punições previstas na MP incluem advertências, multas proporcionais ao volume de produtos ilegais, suspensão temporária das operações e até o banimento definitivo das atividades no mercado brasileiro.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC