Espaço para comunicar erros nesta postagem
Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6725/25, medida que visa incentivar a implantação de hortas em áreas urbanas e periurbanas no país. A proposta cria a Política Nacional de Apoio à Produção Alimentar de Proximidade para baratear o transporte de alimentos e expandir a oferta em regiões periféricas.
Crédito, assistência técnica e feiras
O texto estabelece diretrizes para a ocupação produtiva de terrenos públicos e privados ociosos. Entre as ações previstas, destacam-se a prioridade no acesso a linhas de crédito rural, a oferta de assistência técnica especializada e o estímulo ao capacitação dos produtores das cidades.
Além disso, o projeto incentiva a adoção de técnicas de cultivo orgânico, o reaproveitamento de águas pluviais e o apoio à criação de feiras comunitárias, fortalecendo a venda direta entre produtores e consumidores finais.
Público prioritário e destinação dos alimentos
As diretrizes priorizam iniciativas conduzidas por agricultores familiares, cooperativas locais, mulheres, jovens e grupos em situação de vulnerabilidade social. O projeto prevê ainda que a produção dessas hortas possa ser comprada diretamente pelo governo para abastecer escolas, hospitais públicos e redes de assistência social.
Redução da dependência de transporte
O relator da matéria, deputado Luciano Amaral (PSD-AL), defendeu que a inflação dos alimentos e a insegurança alimentar são agravadas pela dependência de longas rotas de distribuição. Segundo o parlamentar, esses trajetos extensos ficam vulneráveis às variações de combustíveis e falhas logísticas.
“A produção alimentar de proximidade, operada em áreas urbanas e periurbanas, com aproveitamento de espaços subutilizados e mobilização de mão de obra local, constitui resposta de baixo custo de implantação, alta capilaridade territorial e impacto imediato sobre a oferta de alimentos frescos, a geração de renda comunitária e a redução das emissões associadas ao transporte de longas distâncias”, destacou Amaral.
Próximos passos no Congresso
Por tramitar em caráter conclusivo, a proposta segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei federal, a medida precisará ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
PORTAL TSETE