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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todas as investigações da Operação Compliance Zero em até 24 horas. A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que busca assegurar a transparência total do processo envolvendo fraudes bilionárias ligadas ao antigo Banco Master.
Segundo a PGR, a divulgação fragmentada dos documentos poderia gerar uma interpretação equivocada sobre a condução do caso, sugerindo uma falsa falta de transparência. Anteriormente, Mendonça havia liberado o acesso a apenas 15 procedimentos derivados da apuração principal, mantendo sob segredo de Justiça outras linhas investigativas cruciais.
A determinação de Fachin intensifica os holofotes sobre uma crise interna no STF. O embate envolve diretamente os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, marcado por trocas de relatórios sigilosos e acusações mútuas que tensionam o ambiente na corte máxima do país.
Com a nova ordem, todo o acervo probatório será compartilhado com os gabinetes dos demais magistrados. Eles se preparam para julgar, na próxima terça-feira (15), um recurso da PGR que tenta anular um relatório da Polícia Federal que associa o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.
A defesa da PGR sustenta que Mendonça agiu fora de sua competência ao avançar nas apurações sem o aval do plenário do STF. No relatório em questão, mensagens interceptadas sugerem uma suposta proximidade entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, ponto que Mendonça deseja ver investigado.
Investigações que estavam sob sigilo
Dentre os trechos que Mendonça mantinha ocultos, destaca-se a suspeita de um repasse de R$ 61 milhões para a produção do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A suspeita é de que Daniel Vorcaro teria viabilizado o montante a pedido do senador Flávio Bolsonaro.
Outra frente de investigação mantida sob reserva constitucional envolve o senador Jaques Wagner. Os investigadores apuram as conexões do parlamentar baiano com o advogado Augusto Ferreira Lima, que atuava como sócio da antiga estrutura do Banco Master.
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