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O trabalho desempenhado pelos mesários nas eleições é considerado indispensável pela Justiça Eleitoral para assegurar a lisura e a organização da votação em todo o Brasil. Responsáveis pelo funcionamento das seções desde a abertura até o encerramento das urnas, esses cidadãos garantem que cada eleitor exerça seu direito democrático com segurança e ordem nas próximas disputas municipais e nacionais.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a presença desses agentes públicos continuará sendo a base do processo no pleito de 2026. Alocados nas mesas receptoras de votos (MRVs), eles realizam a identificação dos votantes e operam o sistema da urna eletrônica sem manter qualquer vínculo profissional com o Judiciário.
Relato de quem vivencia o processo
A bancária Carolina Carfero, de 45 anos, atua voluntariamente junto à Justiça Eleitoral há três pleitos consecutivos. Sua motivação inicial foi compreender o funcionamento interno da votação. Com o tempo, a experiência se transformou em compromisso, levando-a a assumir a presidência da mesa de sua seção na última eleição.
Ela relata que a função de presidente exige organização prévia, incluindo a preparação da sala na véspera da votação. Apesar da rotina exaustiva no dia do pleito, a bancária reforça que o empenho compensa ao contribuir diretamente para a democracia brasileira.
Direitos e organização da equipe
Além do dever civil, o serviço prestado garante direitos previstos em lei. Carolina destaca a concessão de duas folgas para cada dia trabalhado, benefício devidamente cumprido pelo Banco do Brasil, seu empregador. Ela também ressalta a estabilidade dos equipamentos e a tranquilidade no convívio com os colegas de seção.
Cada mesa receptora conta com presidente, primeiro e segundo mesários, além de secretários. Enquanto o presidente detém a autoridade para manter a ordem no local, os auxiliares organizam as filas, conferem documentos e registram eventuais ocorrências na ata oficial.
Antes de assumirem os postos, todos os convocados passam por treinamento obrigatório fornecido pelo TSE, seja de forma presencial ou virtual. Esse processo de capacitação é renovado a cada ano eleitoral para atualizar as normas e procedimentos vigentes.
Como se voluntariar para 2026
Qualquer eleitor maior de 18 anos em situação regular pode se candidatar como voluntário. No entanto, a legislação impede a participação de candidatos, parentes de concorrentes até o segundo grau, autoridades policiais, ocupantes de cargos de confiança do Executivo e membros de diretórios partidários.
A inscrição pode ser realizada pelo aplicativo e-Título, nos portais dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ou presencialmente no cartório eleitoral. Havendo vagas disponíveis e cumpridos os requisitos, o órgão confirma a convocação do cidadão.
Os participantes contam com dois dias de descanso por dia trabalhado ou de treinamento, auxílio-alimentação de R$ 65 por turno, pontuação para desempate em concursos públicos e horas complementares universitárias.
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