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As famílias brasileiras continuaram lidando com o encarecimento dos financiamentos, o avanço da inadimplência e o endividamento em agosto, conforme dados das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central.
A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas atingiu 61,7% ao ano, registrando alta de 1,4 ponto percentual em relação ao mês anterior. Entre as principais pressões sobre o indicador estão o cartão de crédito rotativo e o parcelado.
Considerando o cenário conjunto entre cidadãos e corporações, a taxa média das operações com recursos livres ficou em 48,5% ao ano. Em contrapartida, as empresas viram sua taxa média recuar para 24,2% no mesmo período analisado.
Expansão do crédito
Mesmo com o encarecimento do dinheiro, o crédito às famílias manteve trajetória de alta. O saldo das operações livres para pessoas físicas alcançou R$ 2,6 trilhões, impulsionado pelo financiamento de veículos e pelo crédito consignado.
O saldo total da carteira de crédito livre atingiu R$ 4,1 trilhões em agosto, avançando 0,2% no mês. Já o saldo de todas as operações do Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 7,4 trilhões, mostrando expansão contínua no setor.
Endividamento e atrasos
O endividamento das famílias chegou a 49,9% em julho, enquanto o comprometimento da renda com dívidas alcançou 28,7%. A inadimplência da carteira total subiu para 5% em agosto, afetando principalmente as pessoas físicas.
Entre os cidadãos, a taxa de atraso chegou a 6%, subindo 0,2 ponto percentual frente a julho. Nas operações voltadas para o setor corporativo, o índice de inadimplência permaneceu estável em 3,3%.
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