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O reconhecido líder indígena Cacique Raoni, de 94 anos, está recebendo cuidados paliativos em sua residência no município de Peixoto de Azevedo (MT), após o diagnóstico de um câncer no aparelho digestório. A informação foi confirmada oficialmente pelo Instituto Raoni, destacando o acompanhamento familiar e de uma junta médica.
A liderança enfrentou um quadro de saúde delicado que exigiu sucessivas internações e exames detalhados. Ele precisou ser transferido emergencialmente para São Paulo devido a uma complicação severa causada pelo tumor, que gerou uma obstrução no intestino.
Procedimento cirúrgico e diagnóstico
Na capital paulista, o indígena foi submetido a uma gastroenteroanastomose no Hospital São Paulo, vinculado à Unifesp. A cirurgia permitiu criar um novo caminho para os alimentos, garantindo maior conforto e nutrição. Avaliações posteriores confirmaram a presença de um adenocarcinoma pouco diferenciado.
Diante da idade avançada e da fragilidade clínica, a equipe médica optou por não realizar terapias agressivas, priorizando a abordagem paliativa. O foco do tratamento atual é o controle de sintomas e a manutenção do bem-estar por meio de assistência médica, de enfermagem, fisioterapia e nutrição.
Atenção intercultural e legado
Além do suporte clínico, o tratamento respeita a dimensão espiritual Mẽbêngôkre. Como pajé, Raoni recebe auxílio de lideranças espirituais de sua confiança. Reconhecido internacionalmente, o cacique acumula décadas de atuação histórica na proteção da Amazônia e dos direitos dos povos originários.
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