O Banco Central eliminou o teto fixo de R$ 500 para pagamentos via Pix por aproximação a partir desta quinta-feira (1º), permitindo que cada usuário ajuste o próprio limite junto às instituições financeiras. A medida visa dar mais flexibilidade às transações diárias mantendo os critérios gerais de segurança de cada conta bancária.

Regulamentada pela Instrução Normativa BCB nº 746, a alteração abrange também pagamentos por Código QR, chaves tradicionais e a jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance. No entanto, o fim do limite pré-fixado não libera valores ilimitados de forma automática, já que a quantia permitida dependerá da configuração individual de cada cliente.

O que muda com a nova regra

Anteriormente, a modalidade restringia qualquer operação individual ao valor máximo de R$ 500. Com a nova regulamentação, deixa de existir um valor máximo genérico estabelecido pelo órgão regulador.

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A partir de agora, o cliente tem liberdade para solicitar o aumento ou a redução das quantias permitidas. Caso a conta bancária possua margem autorizada, será possível realizar compras por aproximação acima de R$ 500, como R$ 600 ou R$ 1 mil, utilizando a ferramenta de gerenciamento disponibilizada no aplicativo bancário.

Como ajustar os limites no aplicativo

A personalização dos valores de uso deve ser efetuada diretamente na plataforma da instituição financeira. Embora o procedimento varie entre os bancos, o processo exige apenas alguns passos simples:

  • Acessar o aplicativo do banco e navegar até as configurações do Pix;
  • Localizar a seção de gerenciamento ou limites do Pix por aproximação;
  • Definir a nova quantia desejada e concluir a etapa de autenticação de segurança.

Vale ressaltar que a flexibilização do teto não altera os mecanismos de proteção mantidos pelas instituições para identificar e conter movimentações suspeitas.

Funcionamento e tecnologia NFC

O Pix por aproximação opera por meio da tecnologia NFC, viabilizando a comunicação entre o celular e a máquina de cartão sem a necessidade de digitação das chaves.

Disponibilizado desde fevereiro de 2025, o recurso pode ser ativado no app da instituição ou em carteiras digitais compatíveis. Para utilizar via carteira digital, o usuário deve fazer a vinculação inicial do serviço autorizando o processo no aplicativo bancário.

Uma vez habilitada a função, a operação no estabelecimento comercial se assemelha ao uso de cartões cadastrados em dispositivos móveis:

  • Informar o pagamento por Pix e conferir o valor na máquina;
  • Aproximar o dispositivo móvel do terminal de pagamento;
  • Realizar a autenticação exigida para confirmar a transação.

Atenção aos cuidados e golpes

Diante da possibilidade de movimentar valores mais altos por aproximação, a prevenção a fraudes exige atenção redobrada dos consumidores. Como a operação pode ser concluída com maior agilidade, verificar as informações na tela antes de autorizar o pagamento é fundamental.

Entre os principais cuidados estão conferir o valor cobrado na maquininha, manter os mecanismos de bloqueio de tela ativos, acompanhar as notificações instantâneas do banco e revisar os limites autorizados no aplicativo periodicamente.

Adesão e crescimento do recurso

Criado em 2020, o Pix se estabeleceu como o principal meio de pagamento no Brasil, movimentando R$ 3,73 trilhões em agosto com 8,11 bilhões de transações. Por outro lado, a modalidade por aproximação ainda passa por um período inicial de adoção.

Em agosto, a função por aproximação somou 2 milhões de operações, representando 0,06% do total mensal. Apesar do percentual reduzido, o volume apresenta trajetória ascendente se comparado a janeiro, quando registrou 1,06 milhão de pagamentos.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC