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Na última quarta-feira (4), em Brasília, o governo federal premiou iniciativas de todo o país focadas na prevenção e combate à violência de gênero durante a cerimônia do Programa Antes que Aconteça. O evento contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e distribuiu financiamentos entre R$ 50 mil e R$ 200 mil para projetos voltados à proteção de populações vulneráveis.

Projetos em territórios indígenas

Entre os destaques esteve a iniciativa Promotoras Legais Populares Indígenas do Rio Negro, coordenada por Cleocimara Reis Gomes, de 38 anos. Moradora da comunidade de Cartucho, no Amazonas, ela atua na conscientização de 23 povos distribuídos por 100 comunidades nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro.

Reconhecido com menção honrosa, o projeto ensina mulheres a identificar abusos físicos, psicológicos, sexuais e patrimoniais. Segundo Cleocimara, o isolamento geográfico dificulta o envio de denúncias, tornando essencial a criação de redes de apoio e o engajamento de homens como aliados na prevenção da violência.

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Acolhimento no campo e no litoral

Na categoria “Justiça que acolhe mulheres”, a vencedora foi a Associação de Pescadores e Marisqueiras de São Félix, na Bahia. Comandado por Cátia Chagas, de 58 anos, o projeto criado em 2012 atende cerca de 600 pessoas, oferecendo suporte jurídico, psicológico, médico e capacitação profissional, com foco em mães solo da região do Rio Paraguaçu.

Proteção às comunidades quilombolas

Outra iniciativa contemplada foi o Projeto Dandara, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A ação realiza escuta cidadã e oferece cursos para aproximadamente 500 mulheres em territórios quilombolas.

De acordo com a liderança Ana Beatriz Bernardes Nunes, da comunidade Maria Conga, em Magé (RJ), as mulheres que administram essas terras enfrentam constantes ameaças devido à atuação na preservação da biodiversidade e na defesa dos territórios.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC