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Os eleitores brasileiros escolheram no domingo (4) doze mulheres para o Senado Federal, renovando parte das 54 vagas em disputa na votação. Trata-se do maior contingente de senadoras escolhidas em um único pleito desde o processo de redemocratização do país.
Até o momento, o recorde anterior havia ocorrido em 2002, quando oito candidatas conquistaram assentos na Casa. Já em 2018, último pleito com renovação de dois terços da câmara alta, sete mulheres foram eleitas.
Com o encerramento da apuração, a representação feminina na política deve saltar de 15 para 18 parlamentares a partir de fevereiro de 2027. O cálculo engloba também eventuais suplentes no exercício dos cargos.
Caso o cenário se consolide, as mulheres ocuparão 22,2% das 81 cadeiras totais do Senado. Em 2026, a instituição registrou o ápice de 16 senadoras simultâneas em atuação, equivalente a 19,8% do plenário.
A votação também registrou um feito inédito no Distrito Federal, que elegeu duas mulheres para o Senado na mesma disputa, situação que nunca havia ocorrido em nenhuma outra unidade da Federação.
As doze vitoriosas assumem os postos em 2027 com mandatos válidos até 2035. A lista de eleitas inclui nomes como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis pelo Distrito Federal, além de Marília Campos em Minas Gerais e Teresa Surita em Roraima.
O resultado altera o mapa histórico da ocupação de espaços de poder. Com a vitória de Rayssa Furlan, que se torna a primeira senadora pelo Amapá, o estado do Piauí passa a ser o único território que jamais enviou uma mulher para a Casa.
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