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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (26), a interdição da plataforma Voy, que disponibilizava tratamentos e avaliações de saúde customizados para obesidade. A medida foi tomada porque a empresa não possuía registro como dispositivo médico, uma exigência fundamental para suas atividades.
Conforme esclareceu a Anvisa, plataformas que realizam a indicação de medicamentos e suas respectivas dosagens são classificadas como software médico. Adicionalmente, a empresa não detinha a regularização necessária para operar como farmácia ou drogaria, o que a impedia de comercializar qualquer tipo de medicamento.
Um comunicado da agência reguladora detalhou que a Revia Gestão de Negócios Ltda., responsável pela plataforma Voy, não possuía a Autorização de Funcionamento (AFE) indispensável para a execução de tais atividades no setor de saúde.
A decisão de interdição foi oficializada através de publicação no Diário Oficial da União (DOU), impedindo a plataforma de continuar oferecendo e divulgando seus serviços ao público.
A Anvisa reforçou o alerta sobre os riscos associados à aquisição de medicamentos fora de estabelecimentos farmacêuticos devidamente regularizados. Tais produtos, segundo a agência, não oferecem qualquer garantia de origem, composição ou qualidade, representando um perigo à saúde pública.
O posicionamento da Revia Gestão de Negócios Ltda.
Procurada pela Agência Brasil, a Revia Gestão de Negócios Ltda. declarou estar ciente da proibição imposta pela Anvisa. A empresa afirmou que está avaliando internamente os desdobramentos da medida para emitir um posicionamento oficial em breve.
Em nota, a Revia Gestão de Negócios Ltda. reiterou: "Estamos cientes da notícia divulgada e ela já está sendo acompanhada de perto pela nossa equipe responsável. Neste momento, estamos avaliando internamente os desdobramentos para dar um posicionamento em breve."
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