As instituições precisam priorizar a comunicação pública, a acessibilidade e a escuta ativa do cidadão para garantir que serviços essenciais alcancem toda a população. Essa diretriz marcou a abertura do 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública), realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília.

O evento segue até esta sexta-feira (18) e integra as comemorações dos 200 anos da Câmara. O encontro também celebra os dez anos da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública).

Diretor de Comunicação da Câmara ressalta desafio de aproximar o Legislativo do cidadão

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Gestores destacaram que a comunicação estatal não se resume à transmissão de dados. Trata-se de um processo contínuo de inclusão. Ana Cristina Siqueira Novaes, do Tribunal de Contas da União (TCU), defendeu que comunicar para todos da mesma forma significa falar apenas para alguns.

O presidente da ABCPública, Jorge Duarte, reforçou que a comunicação pública transparente evita prejuízos ao cidadão. Falhas na área geram perdas de tempo, dinheiro e confiança nas instituições.

Desafios do setor

Durante o evento, especialistas listaram obstáculos como a desinformação, a saturação de algoritmos e a escassez de pessoal. Glauciene Lara, do Senado Federal, apontou a dificuldade de reter a atenção do público em meio a narrativas concorrentes.

Já Amanda Maria Ramalho de Carvalho, da Câmara, destacou a importância de o jornalismo público defender as instituições. O combate às fake news exige ir ao encontro do público onde ele estiver, segundo Melissa Fleming, da ONU.

Na abertura, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) venceu o Prêmio Neusa Meller. O professor Wilson da Costa Bueno, da Universidade de São Paulo (USP), recebeu o Prêmio Beth Brandão.

O 4º ComPública reúne mais de 1,8 mil inscritos de forma presencial e remota para debater o fortalecimento da democracia.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC