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O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou a liberação de R$ 5,166 bilhões em crédito suplementar nos orçamentos fiscal e da Seguridade Social nesta quarta-feira (27). A medida visa reforçar os atendimentos de assistência social e a saúde pública no país mediante o remanejamento de recursos já existentes.
De acordo com a Portaria nº 485/2026, a redistribuição da verba foi viabilizada pelo cancelamento de dotações orçamentárias prévias de diversos órgãos do Poder Executivo.
A maior parte do montante, equivalente a R$ 4,726 bilhões (cerca de 90%), será direcionada ao Fundo Nacional de Assistência Social. O objetivo principal é garantir o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a pessoas com deficiência e da Renda Mensal Vitalícia (RMV) por invalidez.
Principais destinações dos recursos
Confira como ficou o detalhamento da divisão das verbas liberadas:
- BPC e RMV por invalidez: R$ 4,7 bilhões;
- Assistência farmacêutica do SUS: R$ 387,6 milhões;
- Ensino profissional marítimo militar: R$ 27,4 milhões;
- Administração do Ministério da Agricultura: R$ 10,9 milhões;
- Desenvolvimento sustentável local integrado: R$ 10,6 milhões;
- Sentenças judiciais da Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep): R$ 2,3 milhões;
- Preservação do patrimônio cultural da saúde: R$ 653,3 mil;
- Auxílio-moradia do Ministério da Justiça: R$ 463 mil.
Repasses para a saúde
A verba alocada no Fundo Nacional de Saúde reforçará a assistência farmacêutica do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a aquisição e distribuição de medicamentos básicos e de componente especializado em diversos estados.
Entre as unidades da Federação que receberão os maiores repasses para medicamentos estão:
- São Paulo: R$ 66 milhões;
- Paraná: R$ 56,9 milhões;
- Rio Grande do Sul: R$ 48,2 milhões;
- Minas Gerais: R$ 30,4 milhões;
- Goiás: R$ 26,4 milhões.
Origem do remanejamento
Para viabilizar o orçamento suplementar, o governo efetuou o cancelamento de verbas antes destinadas a subvenções econômicas para operações agropecuárias, transferências do setor energético e despesas de pessoal de variados órgãos.
Também foram reduzidas dotações voltadas para aposentadorias e pensões em universidades federais, institutos de educação e hospitais universitários, além de cortes em verbas previdenciárias e de defesa nacional.
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