A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial em 2026 subiu de 5,01% para 5,22%, conforme apontado pelo Boletim Focus divulgado na terça-feira (13) pelo Banco Central. Essa movimentação marcou a quarta alta seguida na estimativa voltada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Paralelamente, os analistas optaram por manter a expectativa de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,85% para o período. Por outro lado, houve um corte na projeção da taxa básica de juros, a Selic, que passou de 13,50% para 13,25% ao ano.

No horizonte de longo prazo, a estimativa inflacionária para 2027 permaneceu estacionada em 4,30%. Já para 2028, o índice apresentou um pequeno recuo, caindo de 3,80% para 3,79%.

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Projeções para PIB e Selic

A estabilidade na economia real se refletiu nas previsões do PIB. Para 2027, a taxa seguiu estimada em 1,40%, enquanto o cálculo para 2028 sofreu uma leve alteração, passando de 1,81% para 1,83%.

No cenário dos juros, a Selic prevista para o encerramento de 2026 caiu para 13,25%. Vale lembrar que a taxa básica está atualmente em 13,75%. Para os anos seguintes, os patamares projetados foram de 12% em 2027 e de 10,5% em 2028.

Além disso, a cotação esperada para o dólar no final de 2026 recuou de R$ 5,20 para R$ 5,15. Para 2027, a moeda americana foi estimada em R$ 5,26, mantendo-se em R$ 5,30 para 2028.

Atuação do Copom

Esses dados vêm a público em um momento em que a autoridade monetária sinaliza uma desaceleração econômica moderada. As pressões sobre os preços continuam no radar do Copom.

Na ata divulgada em 22 de setembro, o Comitê de Política Monetária ponderou que o aperto monetário afeta o crédito de forma gradual. Contudo, o colegiado reforçou que as projeções seguem desancoradas da meta.

Posteriormente, o Relatório de Política Monetária revisou o crescimento do PIB de 2026 para 1,8%, reforçando que o IPCA deve fechar acima do teto estipulado.

Alvo da meta

A meta contínua estipulada pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, admitindo uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Dessa forma, o teto aceitável é de 4,5%. A marca de 5,22% para o IPCA em 2026 segue superando esse limite máximo.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC