Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe a suspensão imediata de atividades e o bloqueio de bens de entidades envolvidas em esquemas financeiros, como emissores de títulos e plataformas de intermediação. A medida visa combater a fraude financeira, lavagem de dinheiro e riscos ao sistema, permitindo que órgãos reguladores atuem de forma ágil.

As decisões do Banco Central (Bacen) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) terão efeito imediato. Contudo, deverão ser submetidas à homologação judicial em até 24 horas, com a Justiça decidindo no mesmo prazo, que pode se estender a 72 horas em casos complexos.

O PL 1515/26 exige registro prévio no Bacen ou na CVM para a emissão de títulos de captação massiva, incluindo ativos digitais como tokens. Essa regra se aplica a ofertas que representam risco ao sistema financeiro, seja pelo volume de recursos, quantidade de investidores ou uso de novas tecnologias.

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Instituições responsáveis deverão divulgar informações claras sobre os riscos dos investimentos, apresentar demonstrações financeiras auditadas, adotar programas de prevenção à lavagem de dinheiro e cumprir exigências mínimas de capital e garantias.

Para o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), autor da proposta, a iniciativa é uma "resposta necessária aos desafios contemporâneos do sistema financeiro e da ordem pública", combinando medidas preventivas com instrumentos para agilizar a atuação das autoridades.

A proposta cria três crimes específicos para combater fraudes financeiras: participação em milícia privada de intimidação, obstrução de investigação e retaliação contra colaboradores de investigações. As penas variam de um a oito anos de reclusão, além de multa.

O texto também estabelece um regime permanente de cooperação entre órgãos como Banco Central, CVM, Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal, visando facilitar o compartilhamento de informações e coordenar operações. Além disso, prevê mecanismos de proteção para investigadores, jornalistas e denunciantes envolvidos.

A proposta será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário.

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FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC