O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta sexta-feira (10) o bloqueio de R$ 119 milhões em bens pertencentes ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A medida foi tomada em decorrência de investigações que apontam supostas indicações irregulares de emendas parlamentares feitas por Valdemar, mesmo sem possuir mandato eletivo, no âmbito da Operação Transparência da Polícia Federal.

Essa deliberação judicial representa um avanço significativo na Operação Transparência, uma investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) que apura possíveis desvios e irregularidades na destinação de recursos públicos através de emendas parlamentares.

Conforme explicitado na decisão de Dino, há fortes indícios de que Valdemar Costa Neto, um ex-deputado federal, teria atuado na indicação de emendas de forma irregular, mesmo não ocupando um cargo parlamentar ativo.

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O ministro Flávio Dino fundamentou sua decisão citando evidências como diálogos em aplicativos de mensagens e planilhas compartilhadas entre os envolvidos. Segundo Dino, "Valdemar Costa Neto, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos".

As apurações indicam que o esquema de indicações irregulares de emendas era operacionalizado por intermédio de funcionários que atuavam na Câmara dos Deputados.

A Polícia Federal detalhou que colaboradores da liderança do PL estabeleciam comunicação direta com uma servidora encarregada do registro de emendas, solicitando a inclusão das indicações de recursos em nome de Valdemar Costa Neto.

Uma das provas obtidas pelos investigadores é uma mensagem na qual Garigham Amarante Pinto, identificado como interlocutor direto de Valdemar, questiona a servidora Mariângela Fialek sobre a formalização das indicações.

A troca de mensagens, datada de 26/08/2025, revela Garigham cobrando Mariângela: 'Fechou o valor do Pres Valdemar?', em provável alusão ao presidente do PL. A servidora responde: 'Se puder trocar tudo turismo ótimo', ao que Garigham replica: '24 milhões tá bom', conforme trecho destacado na investigação.

A investigação segue em andamento, e novas informações podem ser divulgadas.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC