A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre deste ano, atingindo o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (30).

O índice aponta uma queda importante em comparação com o primeiro trimestre (6,1%) e também em relação ao mesmo período do ano anterior, quando marcava 5,8%. Com essa retração, a população desocupada caiu 10%, somando 5,9 milhões de pessoas.

Paralelamente, o contingente de trabalhadores ocupados alcançou a marca de 103,1 milhões de brasileiros, representando um acréscimo de 1,081 milhão de pessoas no mercado de trabalho em relação ao trimestre anterior.

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Entre os setores que mais contribuíram para a expansão das vagas no período, destaca-se a área de transporte, armazenagem e correio, com alta de 3,9% (235 mil pessoas a mais), e o segmento de administração pública, saúde e educação, que avançou 2,6% (489 mil novos postos).

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua indicou ainda que o país possui 39,4 milhões de empregados com carteira assinada e 13,6 milhões sem registro. A taxa de informalidade fixou-se em 37,4% da população ocupada.

Já o rendimento médio habitual do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.738. Embora seja a maior média histórica para um segundo trimestre, o valor ficou ligeiramente abaixo dos R$ 3.765 apurados no primeiro trimestre.

Metodologia e métricas da Pnad

A pesquisa realizada pelo IBGE monitora o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, contemplando todas as categorias ocupacionais, como contratos formais, informais, vagas temporárias e trabalho por conta própria. O levantamento envolve visitas a 211 mil domicílios em todo o país.

Pelas diretrizes metodológicas do instituto, é classificado como desocupado apenas quem procurou emprego de forma efetiva nos 30 dias anteriores à entrevista. A informalidade inclui profissionais sem carteira assinada e trabalhadores autônomos sem CNPJ ativo.

A menor taxa geral já registrada pela Pnad foi de 5,1%, no quarto trimestre de 2025. Em contrapartida, o índice mais elevado atingiu 14,9% durante dois trimestres marcados pela pandemia de covid-19, entre 2020 e 2021.

Comparativo com o mercado formal do Caged

Os resultados da Pnad complementam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que avalia exclusivamente o saldo de carteiras assinadas no país.

Segundo o balanço do Caged, o mês de junho encerrou com saldo positivo de 145,2 mil postos formais. No acumulado do ano, o saldo atinge 921,7 mil novos empregos com carteira assinada.

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC