O Governo do Paraná reforçou o alerta sobre os riscos de intoxicações infantis e a importância de medidas preventivas para proteger crianças dentro e fora de casa. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações, em alusão ao Mês das Crianças.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, apontam que o Paraná registrou 1.951 casos de intoxicação em crianças de até 12 anos entre janeiro e setembro de 2026. No mesmo período do ano passado, foram contabilizadas 2.187 ocorrências, uma redução de 10,7%.

Apesar da queda, os números reforçam a necessidade de atenção por parte de pais, familiares e cuidadores. Os medicamentos lideram as ocorrências, com 880 registros neste ano. Na sequência aparecem os produtos de uso doméstico e de limpeza, responsáveis por 394 casos.

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A residência da própria família é o local com maior número de notificações. Em 2026, foram registrados 1.707 casos nesse ambiente, demonstrando a importância de redobrar os cuidados no armazenamento de substâncias potencialmente perigosas.

Medicamentos e produtos químicos exigem atenção

A curiosidade natural das crianças, aliada ao fácil acesso a produtos perigosos, está entre os principais fatores de risco. Comprimidos coloridos e embalagens atrativas podem ser confundidos com doces, enquanto produtos de limpeza, cosméticos, inseticidas e plantas tóxicas também representam perigo.

A Secretaria da Saúde orienta que medicamentos, produtos de limpeza e venenos sejam mantidos em armários altos e trancados, sempre fora do alcance das crianças. Outra recomendação é nunca armazenar substâncias químicas em garrafas de bebidas ou recipientes utilizados para alimentos.

Os remédios devem ser administrados somente conforme orientação médica, respeitando as doses e os horários prescritos. Também é importante evitar dizer às crianças que medicamentos são doces ou servem como guloseimas.

Quais sinais podem indicar intoxicação?

Os sintomas variam conforme a substância envolvida e podem não aparecer imediatamente. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Dor ou queimação na boca, garganta ou estômago;

  • Vômitos e diarreia;

  • Dificuldade para respirar;

  • Confusão mental;

  • Alteração na coloração dos lábios;

  • Convulsões.

Ao perceber embalagens abertas, frascos vazios ou qualquer indício de que uma criança possa ter ingerido uma substância perigosa, os responsáveis devem procurar atendimento médico imediatamente, mesmo que não haja sintomas aparentes.

Saiba onde buscar ajuda

Em caso de suspeita de intoxicação, a orientação é procurar atendimento médico de urgência e, sempre que possível, levar a embalagem, o rótulo ou uma fotografia do produto envolvido. Não se deve provocar vômito nem oferecer receitas caseiras sem orientação profissional.

O Paraná conta com Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que prestam orientações 24 horas por dia. Confira os contatos:

  • CIATox Paraná: 0800 0410 148

  • CIATox Londrina: (43) 3371-2244

  • CIATox Maringá: (44) 3011-9127

  • CIATox Cascavel: (45) 3321-5261

A prevenção começa com atitudes simples, como manter produtos perigosos guardados corretamente e supervisionar as crianças. A atenção dos adultos é fundamental para reduzir os riscos e evitar acidentes que podem colocar a vida dos pequenos em perigo.

FONTE/CRÉDITOS: Portal TSete com AEN