A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) faz um alerta à população sobre os riscos da trombose, doença caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos que podem bloquear parcial ou totalmente a circulação. Em casos graves, o problema pode comprometer órgãos vitais e provocar complicações como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O alerta foi divulgado na terça-feira (13), data em que é celebrado o Dia Mundial da Trombose. Segundo dados da Sesa, entre janeiro e julho de 2026, 2.265 pessoas foram internadas por trombose venosa em hospitais paranaenses que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No mesmo período de atenção às doenças cardiovasculares, os serviços de urgência e emergência do Estado realizaram 2.217 procedimentos de trombólise em casos de infarto e AVC. O tratamento utiliza medicamentos capazes de dissolver coágulos sanguíneos, conforme avaliação médica.

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Quais são os sinais de trombose?

A trombose pode ocorrer em diferentes partes do corpo, mas é mais frequente nos membros inferiores. Entre os principais sinais estão:

  • Inchaço em uma das pernas;

  • Dor ou sensibilidade na região afetada;

  • Endurecimento da perna;

  • Sensação de desconforto, especialmente ao caminhar.

A presença desses sintomas exige avaliação médica, principalmente quando surgem de forma repentina.

Se houver falta de ar súbita, dor no peito, desmaio ou sinais de AVC, como dificuldade para falar, alteração na visão ou fraqueza repentina em um lado do corpo, é fundamental acionar imediatamente o serviço de emergência pelo telefone 192, do Samu.

Quem tem maior risco de desenvolver a doença?

A trombose pode estar relacionada a diferentes fatores de risco. Entre eles estão obesidade, tabagismo, predisposição genética, histórico familiar da doença, idade superior a 65 anos, câncer, gravidez e período após cirurgias.

A condição também pode estar associada à imobilidade prolongada, como em situações de repouso por longos períodos ou viagens extensas sem movimentação adequada.

Prevenção ajuda a reduzir os riscos

A Secretaria da Saúde recomenda manter hábitos saudáveis, com alimentação equilibrada, hidratação adequada e prática regular de atividades físicas. Evitar o cigarro e realizar acompanhamento médico também são medidas importantes.

Pessoas que apresentam fatores de risco devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e orientação individualizada.

Atendimento rápido pode evitar sequelas

O Paraná mantém uma linha de cuidado para doenças cardiovasculares que integra desde a prevenção nas unidades de saúde até o atendimento de urgência e emergência.

O reconhecimento precoce dos sintomas e o início rápido do tratamento são fundamentais para reduzir o risco de complicações, sequelas permanentes e morte.

A orientação das autoridades de saúde é clara: diante de sinais suspeitos, não espere que os sintomas desapareçam. Procure atendimento médico imediatamente.

FONTE/CRÉDITOS: Portal TSete com AEN