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O governo brasileiro recusou a concessão de visto para dois diplomatas do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam monitorar o debate sobre as urnas eletrônicas no país. A decisão, confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores no sábado (25), ocorreu após o Itamaraty identificar risco de uso político da visita em meio ao processo eleitoral.
Os representantes norte-americanos barrados foram Riley Barnes, subsecretário de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e seu adjunto, Samuel Samson. Os pedidos de entrada haviam sido indeferidos formalmente na sexta-feira (24).
Instrumentalização política e desinformação
A movimentação de Washington ocorreu logo após um encontro entre parlamentares brasileiros e diplomatas estrangeiros. Na reunião, foram levantadas suspeitas infundadas sobre a integridade do sistema de votação nacional, o que acendeu o alerta do governo de Brasília sobre uma possível interferência externa.
Entre os articuladores dos questionamentos esteve o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em evento realizado em Brasília, o parlamentar alegou sem apresentar provas que os equipamentos brasileiros pertenceriam à empresa venezuelana Smartmatic.
Resposta oficial do TSE
Em resposta rápida, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu categoricamente qualquer vínculo com a empresa citada. A corte informou que os aparelhos de votação são desenvolvidos por técnicos da própria Justiça Eleitoral.
O TSE reforçou ainda que a produção dos equipamentos ocorre sob rigorosa coordenação interna por meio de licitações públicas transparentes, garantindo total segurança e transparência ao pleito eleitoral brasileiro.
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