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A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece critérios mais rígidos para a nomeação de bens públicos. A medida proíbe que logradouros, obras e monumentos recebam nomes de pessoas vivas ou de indivíduos condenados judicialmente por crimes de corrupção ou crimes hediondos.

A norma abrange todos os bens sob gestão da União ou da administração pública indireta. Além disso, o texto mantém o veto a homenagens a figuras históricas associadas à exploração de mão de obra escrava, reafirmando o compromisso com a memória nacional.

Substituição de nomes e novas diretrizes

O projeto determina que, caso existam nomes incompatíveis com as novas regras, a substituição deve priorizar personalidades ou eventos históricos que tenham atuado na defesa dos direitos de populações negras e indígenas.

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Adicionalmente, a proposta altera a Lei de Propriedade Industrial. O objetivo é proibir o registro de marcas ou símbolos que façam apologia ao nazismo, fascismo, preconceito racial ou à escravidão.

Tramitação legislativa

O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), que unificou 16 propostas em análise. A iniciativa rejeitou o Projeto de Lei 4782/16, que buscava flexibilizar a atual Lei 6.454/77 permitindo homenagens a pessoas vivas.

Agora, a matéria segue para avaliação conclusiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser validado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC