A atuação dos mesários nas eleições é indispensável para assegurar a organização, a segurança e a transparência do pleito em todo o Brasil. Convocados pela Justiça Eleitoral, esses cidadãos atuam como agentes públicos voluntários ou requisitados nas mesas receptoras de votos (MRVs), sendo responsáveis por conduzir os trabalhos da seção do início ao fim da votação.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a participação dessas pessoas sem vínculo direto com a Justiça Eleitoral permanece fundamental no planejamento para os próximos pleitos, operando as urnas eletrônicas e orientando o eleitorado.

Experiência de quem atua voluntariamente

Com três pleitos no currículo, a bancária Carolina Carfero, de 45 anos, relata que ingressou por curiosidade e desejo de compreender o funcionamento interno da votação. Com o tempo, passou a atuar de forma voluntária, chegando ao posto de presidente de mesa na última eleição.

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Carolina lembra que a função exige chegar ao local de votação um dia antes para preparar a seção. Apesar da rotina cansativa, ela avalia a experiência como gratificante e reforça a relevância de dedicar a data ao exercício da democracia.

Direitos e vantagens garantidas em lei

A legislação garante aos participantes dois dias de folga no trabalho para cada dia servido à Justiça Eleitoral. A bancária destaca que a instituição onde trabalha cumpre rigorosamente esse direito, sem causar contratempos aos colaboradores.

Além disso, a convivência nas seções costuma ser pacífica. De acordo com a voluntária, as equipes frequentemente se mantêm as mesmas e o funcionamento das urnas eletrônicas ocorre sem intercorrências graves.

Estrutura das mesas receptoras

Cada mesa receptora é composta por um presidente, mesários e secretários. O presidente responde pela ordem na seção e pode acionar forças policiais se necessário. Os mesários prestam auxílio direto, enquanto o secretário faz os registros em ata.

Entre as atribuições das equipes estão:

  • Conferir a documentação dos cidadãos;
  • Verificar a aptidão do eleitor na respectiva seção;
  • Localizar nomes nas listas oficiais e colher assinaturas;
  • Organizar a fila e orientar o fluxo de pessoas.

A assessora-chefe de Gestão Eleitoral do TSE, Sandra Damiani, ressalta que a fiscalização e o trabalho direto dos cidadãos viabilizam o pleito e asseguram a lisura do ato de votar.

Todos os convocados realizam treinamentos obrigatórios promovidos pelo TSE, seja de forma presencial ou virtual, garantindo a atualização das diretrizes a cada ano eleitoral.

Como se inscrever para as Eleições 2026

Quem pode participar: Eleitores maiores de 18 anos com situação eleitoral regular.

Quem não pode participar: Candidatos e parentes até o segundo grau; membros de diretórios partidários; autoridades públicas; policiais; ocupantes de cargos de confiança do Executivo; funcionários do serviço eleitoral e menores de idade.

A inscrição pode ser realizada por três canais:

  • Aplicativo e-Título, na opção “Mesário voluntário”;
  • Portal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do seu estado;
  • Cartório eleitoral da sua zona.

Após a solicitação, o cartório analisa o cadastro e realiza a convocação conforme a disponibilidade de vagas.

Benefícios oferecidos

  • Dois dias de folga para cada dia trabalhado e para cada dia de treinamento;
  • Auxílio-alimentação no valor de R$ 65 por turno;
  • Vantagem em critérios de desempate em concursos públicos, se previsto em edital;
  • Contagem de horas complementares em instituições de ensino superior conveniadas.
FONTE/CRÉDITOS: Portal T7 com EBC