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O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicou nesta quinta-feira (3) a sua saída definitiva da sociedade no Instituto Iter, organização de ensino voltada a capacitações e pós-graduações executivas.
Através de nota oficial, o magistrado esclareceu que jamais obteve dividendos ou lucros da empresa. Ele ajudou a fundar a instituição em novembro de 2023, período que sucede sua posse na Corte máxima do país.
Conforme o comunicado, Mendonça repassará as suas cotas e também as de sua esposa, Janei Mendonça. O objetivo é assegurar que eventuais recursos financeiros originados da participação societária sejam direcionados exclusivamente a pautas sociais e educacionais.
A gestão do instituto decidiu converter o modelo de negócios em uma associação sem fins lucrativos. A medida busca blindar a vocação acadêmica da casa.
O ministro continuará vinculado ao projeto, mas apenas na função de docente. Ele leciona no curso de oratória oferecido pela grade curricular.
A reestruturação societária foi planejada em conjunto com Victor Godoy Veiga, que preside o instituto e atuou como ministro da Educação durante a gestão de Jair Bolsonaro.
Reportagem recente apontou contratos firmados pelo instituto com o poder público. A instituição segue com espaço aberto para manifestações adicionais sobre o tema.
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