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A inflação oficial do Brasil registrou alta de 0,82% em setembro, impulsionada principalmente pelo fim de um desconto na conta de energia elétrica. O indicador, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com esse avanço, o índice acumulado em 12 meses atingiu 4,58%, superando o teto de tolerância da meta estipulada pelo governo federal, que é de 4,5%. Em agosto, o indicador acumulado estava em 4,22%, após registrar uma deflação de 0,32%.
A meta oficial definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual. Desde o início de 2025, o cumprimento da meta é avaliado de forma contínua com base nos 12 meses imediatamente anteriores.
Pressão na conta de luz e alimentos
O resultado de setembro superou as projeções do mercado financeiro, que estimava uma taxa de 0,60%. O grupo habitação apresentou a maior pressão, com alta de 2,31%, puxado pelo salto de 7,98% na energia elétrica após o término do Bônus de Itaipu.
Além da habitação, os transportes subiram 0,89%, influenciados pelas passagens aéreas (+9,66%) e combustíveis (+1,41%). O setor de alimentação e bebidas também voltou a subir, registrando alta de 0,83% após três meses consecutivos de queda.
Entre os alimentos, os destaques de alta foram o tomate (+37,76%) e a batata-inglesa (+24,07%), prejudicados por fatores climáticos. Por outro lado, o frango inteiro (-1,96%) e as frutas (-1,12%) ficaram mais baratos no período.
Perspectivas e difusão
O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumento de preço, passou de 54% em agosto para 55% em setembro. Apesar da pressão recente, analistas apontam que o impacto na energia elétrica é pontual e deve recuar em outubro com a adoção da bandeira verde.
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